terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mundo fabricado


Segue a dança das cadeiras no teatro de marionetes. O jogo sujo é descarado, claramente sujo, um jogo de parasitas subalternas fazendo o papel de mandar. Não caio nessa de "fora temer". Fora banqueiros e mega-empresários de cima das instituições públicas - privadas na prática, no escuro dos bastidores. A confiança na ignorância e na desinformação - criadas pelos modelos de educação e pelo controle das comunicações com a mídia privada, globo à frente - faz o descaramento e as mentiras deslavadas desses fantoches de financiadores de campanhas. Esse temer é um merda privilegiado como tantos, por seus serviços prestados na traição das nações brasileiras, na entrega de riquezas, do território, da própria população à exploração dos vampiros mundiais, em bajulação e subalternidade às forças que dominam estados, derrubam governos, controlam a mente das populações.
É preciso enxergar a realidade, profundamente, antes de decidir como agir, pra não se influenciar com os próprios condicionamentos - por exemplo, "lutar" contra um sistema social criador de confrontos, disputas e competições, confrontando suas instituições. Quando alguém fala da minha "luta", esclareço que não tenho luta. Tenho lida, serviço. Não estou "contra" o sistema social, mas a favor de outro sistema, que tenha no ser humano o centro de sua importância.
Os vampiros mundiais põem no tabuleiro institucional os parasitas locais, morcegos, sanguessugas e legiões de pulgas e carrapatos nacionais, em todos os níveis. Estes se entendem e desentendem, subalternamente, sem afetar a estrutura social ou significar nada para as populações.
É preciso que nos juntemos cá embaixo, no alicerce da sociedade, e tomemos iniciativas pra resolver nossos problemas. Quando a periferia se desinteressar do centro, perceber que dali o mais que vem é sofrimento, mentiras, humilhações, promessas e ilusões pra aceitar uma vida sem sentido e não sentir o tempo passando, pára tudo, a estrutura social desaba e se modifica. Quando o ser humano estiver no centro de importância na sociedade, não haverá abandonados, miseráveis, analfabetos. Ignorantes, só os que optarem por isso e serão poucos, se é que será possível. É preciso criatividade, solidariedade, autonomia. É preciso perceber a artificialidade dos desejos, a visão de mundo distorcida, a indução do comportamento e dos objetivos.
Só quando é tarde percebemos o vazio da vida, a desimportância de tudo o que fomos levados a considerar mais importante e a importância do que levamos a vida desconsiderando. Percebendo antes - e confiando nos próprios sentimentos -, podemos mudar esse final e gostar da vida que vivemos, mesmo numa sociedade primitiva como a nossa. E isso muda o mundo pra melhor.

observar e absorver

Aqui procuramos causar reflexão.